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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Tem produtos de qualidade? Tem sim senhor!


E a Feira Orgânica esta sendo um sucesso! Não veio? Ainda dá tempo!







Rádio Caxias divulga Feira Ecológica


UCS passa a oferecer feira de alimentos orgânicos nas quintas-feiras

A partir desta quinta-feira (17), o Centro de Convivência da Universidade de Caxias do Sul passa a receber das 12h30 às 19h, a feira de alimentos orgânicos. O evento, que vai ocorrer todas as quintas, vai oferecer frutas, verduras, sementes, brotos, biscoitos, pães, sucos e doces.

Conforme a técnica do Laboratório de Agricultura Orgânica da UCS, Márcia Regina Pansera, os alimentos são de agricultores que há muito tempo trabalham sem a utilização de produtos químicos. Ela destaca que os feirantes pertencem à Associação ECOCAXIAS, de Caxias do Sul, Cooperativa ECONATIVA, de Ipê, Cooperativa COOPEG e Associação Encosta da Serra, de Garibaldi, Associação Farroupilhense de Agroecologia, de Farroupilha, e Agronope, de Nova Petrópolis.

Márcia explica que a iniciativa surgiu da coordenadora do Laboratório, Valdirene Camatti Sartori, que já trabalhava com pesquisas relacionadas à agricultura, e foi abraçada pelo reitor da UCS, Evaldo Kuiava. Márcia salienta ainda que os consumidores devem levar as próprias sacolas para carregar os alimentos.

No site da rádio você encontra o áudio falando mais sobre a feira. Acesse e confira!

http://www.radiocaxias.com.br/portal/noticias/ucs-passa-a-oferecer-feira-de-alimentos-organicos-nas-quintasfeiras-55130

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

A comunidade acadêmica, ganha, a partir do dia 17/09 feira orgânica junto ao centro de convivência da instituição


FEIRA ORGÂNICA – UCS

Início: 17 de setembro

Local: Centro de Convivência

Horário: das 12h e 30 min às 19 horas semanalmente (sempre as quintas-feiras)


Associações envolvidas: (13 famílias envolvidas nesta feira de caxias)
Associação ECOCAXIAS – Caxias do Sul
Cooperativa ECONATIVA - Ipê
Cooperativa COOPEG - Garibaldi
Associação Farroupilhense de Agroecologia – Farroupilha
Associação Encosta da Serra - Garibaldi
Agronope - Nova Petrópolis.
Grupo Floresta Essencial – Farroupilha, Caxias do Sul e Nova Petrópolis

A feira é uma das ações do Núcleo de Inovação em Desenvolvimento em Agricultura Sustentável do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade de Caxias do Sul (que tem outras ações voltadas para conscientização / ampliação da agricultura orgânica na serra gaúcha: assessoria do CE Serra), e também está envolvida com o Encontro Caxiense de Agricultura Orgânica (que acontece a cada 2 anos), cursos de extensão e especialização em agricultura Orgânica.

Principais beneficiários da feira: alunos, funcionários, e comunidade em geral


Por que Consumir Orgânicos?

- Contém maiores níveis de nutrientes quando comparados aos produtos cultivados de maneira convencional, além do sabor mais pronunciado;
- São isentos de organismos geneticamente modificados e produtos químicos sintéticos;
- Busca de um estilo de vida mais saudável (com maior longevidade e qualidade de vida)
- Manutenção da agricultura familiar
- Preservação ambiental (produzir sem agredir o meio ambiente)
- Os produtos orgânicos são identificados por um selo de produção orgânica controlado pelo Ministério da Agricultura e expedido por uma certificadora (Rede ECOVIDA de Agroecologia)





segunda-feira, 29 de junho de 2015

Resumo da Tese de Doutorado do Prof. Cleber Cremonese.

Exposição a agrotóxicos e distúrbios reprodutivos: estudo em trabalhadores rurais, seus familiares e jovens do município de Farroupilha - RS” apresentada por Cleber Cremonese
RESUMO
Introdução: No Brasil, a utilização dos agrotóxicos é extremamente relevante no modelo de desenvolvimento do setor agrícola, em consequência disso, o país é hoje o maior consumidor mundial de agrotóxicos. Grande parte destes agentes apresenta capacidade de desregulação do sistema endócrino humano, resultando em alterações nos níveis de hormônios sexuais, causando efeitos adversos, principalmente sobre o sistema reprodutivo, tais como, câncer de mama e ovário, desregulação de ciclo menstrual, câncer de testículo e próstata, infertilidade, declínio da qualidade seminal e malformação de órgãos reprodutivos. Objetivos: Avaliar a exposição aos agrotóxicos em adultos moradores na área rural do município de Farroupilha, RS, e os possíveis impactos desta exposição nos níveis de hormônios reprodutivos de homens e mulheres e na qualidade do sêmen de adultos jovens. Metodologia: Para atender a estes objetivos gerais, foram realizados dois estudos transversais, com objetivos específicos, populações e metodologias de coleta particulares. No estudo um, foram investigados adultos de ambos os sexos, trabalhadores rurais e seus familiares, com idades compreendidas entre 18 e 69 anos, residentes na área rural do município de Farroupilha, RS. Já no estudo dois, jovens moradores rurais e urbanos, com idade entre 18 e 23 anos participaram da investigação. Foram coletadas amostras de sangue e sêmen para mensurar níveis de atividade de colinesterases, níveis de hormônios sexuais e outros parâmetros bioquímicos, além de parâmetros espermáticos. Também foram aplicados questionários para identificar possíveis fatores associados aos desfechos reprodutivos. Resultados: No estudo um, homens com maiores níveis de exposição a agrotóxicos apresentaram aumento na concentração de testosterona de 14% (IC95%= 0,79; 109,89) e redução de LH de 20% (IC95%= -0,46; -0,06). O hormônio SHBG apresentou associação positiva e significativa com os níveis de BChE (Exp(β)= 1,17; IC95%= 0,02; 0,17) e estar trabalhando mais de 25 anos na agricultura mostrou associação com redução de 20% (IC95%= -0,45; -0,003) nos níveis desse hormônio. O uso de organofosforados foi associado a níveis de prolactina 17% menores (IC95%= -0,34; -0,04). Já nas mulheres, ter trabalhado nos últimos 3 meses foi associado a menores níveis de prolactina (Exp(β)=0,83; IC95%= -0,77; -0,04). Na regressão logística, homens usando agrotóxicos do grupo dos inseticidas e dos organofosforados, respectivamente, tiveram menor chance de ter a prolactina reduzida (OR=0,39; IC95%= 0,17; 0,93 para inseticidas; OR=0,39; IC95% 0,16; 0,92 para organofosforados). Da mesma forma, foi observada nas mulheres associação inversa entre contato com agrotóxicos autorreferido alto e a chance de apresentar a prolactina reduzida (OR= 0,26; IC95%= 0,09-0,71). No estudo 2, alterações nos níveis de v hormônios sexuais estiveram associados com características de gestação e nascimento, com maiores níveis de exposição a agrotóxicos e com local de moradia. Quanto aos parâmetros espermáticos, motilidade foi significativamente menor nos jovens rurais do que nos urbanos (β= -8,35; IC95%= -16,09; -0,61), nos que relataram contato com agrotóxicos alto (β= -3,17; IC 95%= -5,97; -0,36) e nos que usavam fungicidas no momento da coleta (β= -3,17; IC95%= -5,97; -0,36). Morfologia mostrou-se reduzida entre 15% e 32% nos moradores rurais e com maiores contatos com agrotóxicos. Também foram observadas diferenças significativas nas medidas anatômicas sexuais quanto ao local de moradia, exposição a agrotóxicos e características de gestação. Conclusão: Os achados são sugestivos de que exposições crônicas a agrotóxicos interferem na regulação dos hormônios sexuais em adultos, bem como na qualidade seminal dos jovens da área rural do município de Farroupilha-RS.





Presença do deputado estadual João Edegar Pretto: Defensor da alimentação segura e da soberania alimentar, tem trabalhado fortemente pela diminuição do uso de agrotóxicos na produção dos alimentos que vão a mesa dos gaúchos e brasileiros.




Lançou recentemente a Frente Parlamentar Gaúcha em defesa da alimentação saudável e, também, apresentou 03 projetos de lei que estão em tramitação na AL RS que tratam da proibição da fabricação, uso e comercialização de agrotóxico 2,4-D, o projeto que proíbe a pulverização aérea e o PL que obriga a rotulação dos alimentos produzidos com uso de agrotóxicos, originalmente apresentado pela ex-deputada Marisa Formolo.


Seminário- Agrotóxicos Exposição ocupacional e seus riscos sobre a saúde!

                  No dia 18 de Junho aconteceu, contemplando o Projeto " Novas Tecnologias para Ampliação da Qualidade Produtiva - Desenvolvimento de práticas Sustentáveis na Agricultura Familiar na Região da Bacia de Captação do Faxinal" no Clube Minuano de Fazenda Souza / Caxias do Sul, palestra com o Prof. Cleber Cremonese, Doutor em saúde pública e meio ambiente/ Ciências ENSP-FIOCRUZ-RJ.


                                           Prof. Dr. Cleber Cremonese




            Na oportunidade, a comunidade em geral – agricultores, moradores, alunos e professores - pode participar da palestra "Agrotóxicos - exposição ocupacional e seus riscos sobre a saúde". O palestrante investigou jovens moradores rurais e urbanos, com idade entre 18 e 23 anos do interior de Farroupilha e, a partir dos resultados, concluiu que os achados são sugestivos e que exposições crônicas a agrotóxicos interferem na regulação dos hormônios sexuais em adultos, bem como na qualidade seminal dos jovens da área de estudo.